• Combate às mudanças climáticas: Ana Comoane defende intervenção conjunta
CRISTOVAO CHUME CONF MOZ CSNU

Combate ao terrorismo exige envolvimento de todos

O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, defende o envolvimento de todos os moçambicanos no combate ao terrorismo e extremismo violento que ocorre na província de Cabo Delgado desde 2017.

Chume, que falava sexta-feira (17), em Maputo, na Conferência Internacional Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas, justificou a sua posição afirmando que a defesa da nação é responsabilidade de todos os cidadãos.

“A componente militar da defesa nacional é executada pelas forças armadas, a face mais visível no combate actual ao terrorismo, mas existe uma grande maioria não militar, que é o dever de todos nós combater o terrorismo”, explicou.

Ainda segundo o governante, devido à complexidade do terrorismo, o país tem adoptado uma abordagem holística, com medidas de natureza militar e judicial, bem como económicas. A título de exemplo, falou da reforma legal em curso neste momento, liderada pelo Governo, além de programas e pacotes económicos que visam responder a este fenómeno.

Sobre os resultados que decorrem dos apoios que o país tem vindo a receber, Chume destacou a capacitação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), que também recebem material não letal. Falou ainda da neutralização da maioria das lideranças dos terroristas.

“Hoje, os terroristas estão em fuga, sem ocupação de um espaço vital nessa província. E conseguimos recuperar grande parte do seu equipamento”, indicou o governante.  

Cristóvão Chume alertou, porém, que a razão da emergência do terrorismo e extremismo violento não pode ser singularizada e conotada a motivações políticas e de governação no país. No seu entender, “a matriz do surgimento do terrorismo em Moçambique não difere da matriz de emergência do extremismo no resto do mundo”.

Face aos debates sobre factores ideológicos, como o radicalismo religioso, que têm sido associados ao terrorismo no país, o governante esclareceu que o facto não se encontra especificado no terreno.

“Podemos acreditar que estamos perante uma rede sofisticada, organizada de terrorismo internacional e, por isso, os que comandam esses grupos, sobretudo no país, são nacionais de outros países, em particular somalis, congoleses, tanzanianos e moçambicanos”.

Chume sublinhou que se está perante um grupo um sindicato internacional de terroristas, os quais usam uma rede sofisticada de pagamento e financiamento da sua actividade, com recurso ao contrabando de recursos naturais, drogas e outro tipo de bens ilícitos.

Share on:
Anterior
MIA COUTO CONF MOZ CSNU
Nacional

A guerra termina quando se abraça o outro

Próxima
PR CONF INT CSNU
Nacional

Moçambicanos devem orgulhar-se de serem parte de um Estado respeitado

Leave a Reply

Your email address will not be published.