• MOÇAMBIQUE/NYUSI RENOVA PEDIDO DE APOIO À MEMBRO NÃO PERMANENTE DA ONU
UNIVERSIDADE JOAQUIM CHISSANO

Defendem estudantes de Diplomacia: “País será um agente importante no Conselho de Segurança da ONU”

Estudantes do curso de Relações Internacionais e Diplomacia da Universidade Joaquim Chissano (UJC) mostram-se favoráveis à candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2023-2024, afirmando que o país pode ser um agente importante no órgão.

Benedito Machava, finalista, considera o desafio assumido como uma grande oportunidade para o país mostrar que tem política externa e quadros que olham para a diplomacia no sentido global.

“Este é um órgão estratégico para Moçambique entrar, considerando também o momento em que se está a candidatar. Estamos a sofrer um fenómeno [o terrorismo] novo para o país, mas para alguns Estados que já estão no Conselho de Segurança não é novo. Então, é uma oportunidade para Moçambique explorar os conhecimentos que esses Estados têm em relação a esse assunto e poder tomar decisões em primeira mão”, comentou.

Machava considera também que Moçambique tem uma larga experiência na gestão de conflitos que pode ser útil para a paz e segurança internacional.

Internamente, cita as conversações que culminaram com a assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma, em 1992, pondo fim à guerra civil, assim como a assinatura do Acordo de Cessação de Hostilidades em 2019.

No plano internacional, entre várias situações, o futuro diplomata vinca que Moçambique foi preponderante no retorno à democracia em Madagáscar, depois do golpe de Estado.

“Madagáscar foi isolado do sistema internacional, mas Moçambique esteve lá na pessoa do antigo Presidente da República Joaquim Chissano para ser mediador. Teve um papel ainda preponderante na luta anti-apartheid na África do Sul, como também na pacificação do Burundi”, anota.

Por sua vez, Érica Banze, igualmente jovem finalista do curso de Relações Internacionais e Diplomacia, começa por saudar a posição de Moçambique de, pela primeira vez desde a sua filiação às Nações Unidas, mostrar intenção de fazer parte do Conselho de Segurança.

A estudante afirma que fazer parte do órgão vai traduzir-se em benefícios para o mundo, uma vez tratar-se de um país que ultrapassou conflitos e, por isso, possui experiência de como resolvê-los pacificamente.

Lembra que aquando da sua independência Moçambique declarou que ia carregar o bastião da revolução e ajudar outros países a alcançarem as suas independências, não só de forma moral, mas também em logística e estabelecimento de bases militares no país.

“Foi o que fez com o ANC na África do Sul e o Zimbabwe. Essa experiência de solidariedade com os povos aqui na região moldou, de certa forma, Moçambique como um país, podendo levar essa experiência para o Conselho de Segurança da ONU”, defende.

Quem também comentou a respeito da pretensão do país foi Jorge Cuamba, estudante do segundo ano do mesmo curso. “Esta candidatura é uma mais-valia para Moçambique, tendo em conta que vai estar lado a lado com potências mundiais na definição de estratégias de segurança internacional. E poderá traduzir-se em ganhos na protecção da sua integridade territorial”, sublinha.

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Comentários

    • Benedito Machava
    • May 30, 2022
    Reply

    Importa referir que essa candidatura não delega responsabilidades somente de Moçambique para com Moçambique, mas sim de Moçambique para com outros Estados da Região, do continente e do mundo como um todo.

    Há uma séria necessidade de criação duma equipe forte para que os interesses do país e do mundo sejam representados de forma eficaz e eficiente.

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