• MOÇAMBIQUE/NYUSI RENOVA PEDIDO DE APOIO À MEMBRO NÃO PERMANENTE DA ONU
PEDRO COMISSA_RIO

Avalia Pedro Comissário: candidatura ao Conselho de Segurança da ONU bem encaminhada

A candidatura do país ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período 2023-2024 está bem encaminhada, esperando-se assim que seja eleito e integre este órgão cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional.

A avaliação foi feita esta terça-feira na Missão de Moçambique em Nova Iorque pelo representante permanente do país na ONU, Pedro Comissário, que justifica que este é o corolário do trabalho feito pelo nosso Estado para angariar apoios desde o lançamento da campanha de candidatura, a 16 de Setembro do ano passado.

Apesar de ser o único concorrente africano àquele órgão da ONU e por isso com a eleição quase garantida, o embaixador afirmou que era importante fazer campanha não só porque assim se impõe, mas também para conseguir o maior número possível de votos e aproveitar a oportunidade para explicar o que o país leva ao Conselho de Segurança.

“A Carta das Nações Unidas exige que, mesmo na falta de concorrente, o membro que se candidata ao Conselho de Segurança tem de ser eleito pela Assembleia-Geral. A eleição exige dois terços dos membros presentes e votantes. Dos 193 membros das Nações Unidas, dois terços significam por aí 129 votos. Portanto, é obrigatório que dois terços votem para que um membro seja eleito”, explicou diplomata.

Recordou que Moçambique leva ao Conselho de Segurança a sua longa experiência na resolução de conflitos, desde os tempos da luta de libertação nacional até ao momento, como a participação na luta pela libertação do Zimbabwe, que foi por imperativo do Conselho de Segurança; a luta contra o apartheid na África do Sul; os processos internos para a paz e segurança, como o Acordo Geral de Paz de 1992, que foi “abençoado” pelo Conselho de Segurança.

Porque um dos principais pontos de agenda do Conselho de Segurança da ONU actualmente, Moçambique também vai partilhar com o mundo como concebeu o combate ao terrorismo, por exemplo, como defender as populações deste fenómeno mundial e como integrar a dimensão desenvolvimentista.

 Refira-se que, além de Moçambique, concorrem este ano ao assento rotativo do Conselho de Segurança das Nações Unidas o Equador, Malta, Japão e Suíça, todos endossados pelas respectivas regiões e, portanto, sem concorrentes, devendo juntar-se a outros dez para totalizar os 15 menbros que compõem o órgão.

Se for eleito na Assembleia-geral de 9 de Junho, na sede da ONU, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, Moçambique vai substituir o Quénia, actual representante do continente africano.

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